Escuta qualificada
Antes de criar uma solução, é preciso entender dores reais, rotina, desejos, limites e oportunidades de quem vive a experiência.
Tenho tetraplegia desde 2011 e conheço, na prática, parte das barreiras que pessoas com lesão medular enfrentam para viver, consumir, trabalhar, se comunicar e acessar soluções digitais. Por isso, estou ouvindo outras pessoas com lesão medular para compreender necessidades reais e transformar escuta em oportunidades mais úteis, acessíveis e conectadas à vida real.
A participação é voluntária. As respostas ajudam a orientar um estudo de mercado para soluções digitais mais acessíveis.
O mercado digital fala muito sobre inovação, mas ainda escuta pouco quem enfrenta barreiras concretas de acesso, mobilidade, atendimento, compra, comunicação e autonomia.
Antes de criar uma solução, é preciso entender dores reais, rotina, desejos, limites e oportunidades de quem vive a experiência.
Acessibilidade não é detalhe visual. É jornada, linguagem, confiança, autonomia e redução de barreiras na prática.
As respostas podem ajudar a orientar produtos, serviços e conteúdos digitais mais úteis para pessoas com deficiência.
Minha atuação nasce da união entre comunicação, inclusão, tecnologia e uma vivência real com a deficiência: transformar barreiras em soluções mais humanas e acessíveis.
Camilla CarvalhoSou Camilla Carvalho, publicitária e profissional de comunicação. Tenho tetraplegia desde 2011, e essa vivência atravessa meu olhar sobre acessibilidade, autonomia, consumo, atendimento, mobilidade, tecnologia e participação social.
Minha trajetória une experiência pessoal, projetos sociais, acessibilidade, inclusão e tecnologia aplicada à experiência do cliente. Participei da fundação da Equovila e atuo na construção de projetos que aproximam pessoas com deficiência de direitos, serviços, informação, cultura, lazer, reabilitação e participação social.
Hoje também estudo e aplico inteligência artificial em negócios, comunicação e atendimento, sempre com uma pergunta central: como a tecnologia pode reduzir barreiras, e não criar novas exclusões? Esta pesquisa nasce justamente desse encontro entre vivência real, comunicação e busca por melhores soluções.
Sua resposta pode ajudar a revelar o que ainda falta no mercado digital: produtos, serviços, atendimento, conteúdo, recursos e experiências realmente acessíveis para pessoas com lesão medular. A proposta é ouvir diferentes vivências, não presumir que uma única experiência representa todas.